A escrita: um escape para diferentes gerações. É justo que todos tenham oportunidade para exporem o que sentem e transmitirem os seus pensamentos e embrenharem-se neste Outro Mundo... The True Otherworld!

Quarta-feira, 06 de Abril de 2011

Hoje estou mesmo animada =D Nem faço ideia porquê, mas não quero saber. Sabe bem estar assim!

 

 

You're not alone

 

When everything's wrong

You don't know what to do

When everything's gone

You don't know what to cry for

 

'Cause nothing is worth

No matter how you fight it

You think you are on your own

But you're not alone

 

Take the good things in life

And laugh

Take the best memories of the Past

Scream your heart out

Cry your soul down

But never lose hope

Because you are not alone

 

Life is hard

You've always heard

Love hurts

That's what they say

 

But you can never forget the ones

Who are with you everyday

 

Invisible smiles

Untouchable hugs

They are always with you

When you're feeling down

When you can't get off the ground

They'll help you all the way

 

Take all the bad things in life

And laugh

Take all the worst memories of the Past

But always remember

You are not alone

 

I thank the ones

That everyday dry my tears

And help me going on

 

I will never lose my faith

Because I have you with me

 

Scream your heart out

Cry your soul down

But never lose hope

Because you'll never be alone

 

 

 

                                                         Mika Hiwatari

 

 

publicado por Mika Hiwatari às 16:34

Quarta-feira, 23 de Março de 2011

Bem acho que não é preciso comentar, o título diz tudo. E adivinhem adivinhem... Ele disse que não...

 

 

Será que me amas?

 

 

Eu não sei dizer como me sinto

O coração está tão cheio

E tudo o que há para fazer

É tão vazio

 

Amar nunca foi

Algo que eu procurasse

Sempre esperei

Que me encontrasses

 

Mas agora eu vejo

Que não quero estar assim

Meu coração está tão cheio

Por favor diz que sim...

 

Chorus

Será que me amas?

Da mesma maneira que eu te amo a ti?

Será que me queres?

Da mesma maneira que eu sempre senti?

 

Não quero ficar assim

Então vou dizer

Para sempre sentir

Eu gosto de ti...

 

Não sei se faço bem ou mal

Sentir isto

Mas sei que não o consigo controlar

Desde aquele sonho e aquela noite

Que não consigo deixar de pensar em ti

 

Chorus

 

Eu amo-te tanto

Não me deixes ficar assim

Eu quero-te tanto

Não me deixes com o coração

Partido...

 

Chorus

Por favor diz que sim...

 

 

 

 

                                                      Mika Hiwatari

 

publicado por Mika Hiwatari às 13:04

Domingo, 27 de Fevereiro de 2011

Ola, sei que ha muito tempo que não publico nada, mas a vida na faculdade é complicada... Acrescentando o facto de ultimamente não ter conseguido escrever nada por falta de inspiração. De qualquer das formas, outro dia estava-me a sentir deprimida e consegui escrever uma musica bastante melancolica...

 

Love is the way

 

Taking back the time

Floating in the Light

Trying to find the way

I know you will be okay

 

Because the life shines

In your heart when you pray

Because the love will

Always be the same

And even though you feel it's far away

Believe in it

Love is the way

 

Taking all that you've done wrong

Feeling the unnecessary feelings of pressure

In your soul you know it's best

To have it confined

In your dreams, you know it's true

You will find him

 

Chorus

And even though the dream will be gone

Even though the stars won't shine long

Everything you need to know

Is in your heart

Believe me now

Love is the way

 

I cannot believe the world I have found

So far away from home

I cannot deceive these feelings

I know it won't take long

 

Chorus

 

And even though the dream will be gone

Even though the stars won't shine long

Everything I need to know is in my heart

I know it now

Love is the way

Love is the way...

 

 

 

                                                                                        Mika Hiwatari

 

sinto-me: Deprimida...
música: Love is the way...
publicado por Mika Hiwatari às 18:28

Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011

Regresso a este blog, com uma incerteza de que existirão muitos posts. Com a faculdade, torna-se complicado manter um blog literário, considerando que as criações são agora muito poucas.

Fiz um único poema, neste tempo todo. E acabei por nunca o utilizar. Portanto vai ser a minha abertura num regresso por tempo indeterminado. Foi escrito a 15 de Dezembro.

 

THERE IS NO CHRISTMAS

 

There, throughout the world, lies a cold truth
Humans on permanent despair, torn asunder by the cruel desert
While other live the peace of holiday consumption mayhem
Both fighting the battles of their lives, whether they are physical or financial
For there is no rest in War

There they sit, waiting for death
The mud and the bullets bringing closure to the threat
But even though they lost hope
Still the memories are their own
For there is no justice in War

There are the rebels, with blazing guns
Unknowing the special date and the time
Completely unaware of that star flying across the innumerous suns
Only to fall on the hellish earth
For there is no fairness in War

The soldiers look up to see such miracle
As if the virgin's son was soon to arrive
To strike wrath and slaughter with the hand of the Lord
Banishing what will never cease to exist
For there is no divine will in War

A good fireplace, set in a country house, lit by a dry match
The man, drinking eggnog and writing a poem from scratch
The pale kids, happy blue eyes examining the wraps of their presents
Hoping to satisfy their hunger for shallowness
For there is no equality in war

The departed ones, holding on to their weapons
Inner prayers repeated, calling their newborn messiah
Hoping for the salvation that will never come
As humans walk a lost trail among the mist of suffering
For there is no mercy in War

The innocents, who never sat by a pine tree and admired its beauty
The desert brought the messiah, it brought not redemption
All fated to suffer in ignorance, away from December's joy
Starving to decay while futility rules the eastern nights
For there is no fraternity in War

And then there are the children, with beautiful fading expressions
The shadows of yore passing through their eyes
And about the trees, the snow and the holidays
They know naught
For there is no Christmas in War...

 

BY: Mariko Kanyo Yoshida

 

 

publicado por Mariko Kanyo Yoshida às 18:00

Quinta-feira, 18 de Março de 2010

Já há muito tempo que não escrevia nada... Isto é no fundo um desabafo geral sobre o que tem acontecido ultimamente.

 

Por tudo e mais alguma coisa

 

Mundo insolente
Escapatória impossível
Amigos a sofrer
Família a morrer
Desastres para acontecer
Não quero viver mais neste mundo
Onde não posso descansar
Nem viver com o que sou
Queria fazer tudo o que pudesse
Para melhorar as coisas
Mas nada consigo fazer…
Sinto-me impune
Como tantas vezes antes me senti
Nem escrever conseguia
Mas não posso desistir
Já tirei essa ideia da minha cabeça
E agora, que tudo corre mal
Penso para mim
Porquê?
Porque é que nos odiamos?
Porque é que há lutas e discussões sem sentido?
Porque é que temos que nos sentir tão cansados…
Porquê Porquê Porquê
Amigos meus…
Ajudem-se mutuamente
E perdoem-me
Porque eu não consigo controlar o meu cansaço
Perdoem-me as discussões, as intrigas
E principalmente perdoem-me ter sido uma má amiga
Perdoam-se mutuamente
Para que tudo fique melhor
Para que a minha fantasia de amigos felizes se torne realidade…
E eu juro que,
Por tudo e mais alguma coisa
Eu farei o meu melhor

 

 

 

                                                          Mika Hiwatari

 

 

publicado por Mika Hiwatari às 20:03

Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010

Se os erros deverão condenar o que longo demorou a construir...
Que se o faça. Porque então não deveria jamais ter existido.
As escolhas residem numa pessoa. Numa mente. Não num verdadeiro destino
Todos fazem o seu caminho, ao trilhá-lo
Pegadas impressas na areia viva
São erros que nos ensinam. Que nos fazem chorar.
Que no fundo, me dão alento para os corrigir.
Mesmo ao custo de tanto. De, por vezes, uma vida.
Pois às vezes o nosso erro é nascer. Coisa que nem controlamos.
Se assim for... existem sempre formas de corrigir os erros dos nossos progenitores
A vida é efémera, vale-nos essa situação.
Por muito duro que seja ver destruída a criação de anos, tudo é melhor que viver a ilusão
De que poderíamos ter continuado em frente.

 

BY: Mariko Kanyo Yoshida

publicado por Mariko Kanyo Yoshida às 20:10

Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010

Actualmente ocorre um fenómeno a que costumo chamar "Efeito Meyer". Stephanie Meyer, conhecida autora da saga Luz e Escuridão , reviveu os contos de vampiros, as novelas românticas vampirescas. No início desta pandemia de vampiros sexy e incompreendidos, eu própria li alguns livros de vampiros. Mas não actuais. "Dracula" de Bram Stoker, "Vampire Armand", "Vampire Lestat" e "Interview with the Vampire"  de Anne Rice foram os escolhidos. E apaixonei-me pelos autores e pelo tema. Não pelos pseudo-vampiros da actualidade, que caem em romances proibidos com bonitas donzelas desesperadas. Anne Rice então, fascinou-me. Decidi então escrever eu um texto de vampiros, baseando-me numa situação do livro "Vampire Armand". Andrei é um rapaz que é capturado para escravo na Rússia e vendido sucessivamente até chegar às mãos de um influente da Veneza do Renascimento, Marius, também o mais poderoso vampiro existente, onde é acolhido e salvo, após receber o nome de Amadeo. Após anos de "treino" e uma paixão platónica, Marius transfoma Andrei/Amadeo em vampiro. No entanto, o seu estilo de vida desagradou um conjunto de vampiros do sub-mundo, ultrareligiosos e fundamentalistas, que crêem que existem apenas para manter o equilíbrio entre o bem e o mal. Raptam Amadeo e matam Marius com fogo. Amadeo torna-se assim um deles, recebendo o nome de Armand e a liderança do grupo, após anos de torturas. E foi exactamente uma das situações nesta fase que me fascinou... Armand é deixado durante semanas a fio sem sangue humano, o que leva à sua loucura. É deixado mais tarde com um rapaz gordinho, engordado para o propósito, que sacia a sua sede. Regressando ao seu estado normal, percebe que era o seu melhor amigo de infância... Aquele grupo de vampiros era conhecido por tais crueldades, tudo para provar que a existência vampiresca deve ser desprezada, por tão baixa que é...

 

Imaginem agora uma jovem... capturada e mantida pelos vampiros do sub-mundo... ateia... deixada apenas aos seus pensamentos. Aqui se centra a minha história.

Devido à sua extensão, necessitei de colocar este texto em Google Docs. Segue-se o link embaixo.

 

MEDO DO DESCONHECIDO

 

BY: Mariko Kanyo Yoshida

 

música: "Os Vampiros" - Zeca Afonso
publicado por Mariko Kanyo Yoshida às 19:42

Quarta-feira, 06 de Janeiro de 2010

Um género de prosa poética...

 

FEITIÇO
 
O olhar intenso, parado, calmo, entranhou-se pela minha mente, como se liquidificando tudo o que de concreto cá existia
O puro dom da palavra, usado em virtude da explicação e do debate, captou-me como se me envolvessem em teias de aranha
A insistência, a força da alma, como uma aura grandiosa em torno da figura torneada
E com as janelas abertas para o espírito, com graças de ouro velho, imperioso mas sempre precioso,
Me enfeitiçaste de forma que não julgara possível, mesmo quando a minha emoção rugia de revolta por se dar assim
 
Se as chamas do sorriso me abrem o coração, penetrando nos meus segredos, abrindo-me ao mundo
Àquele mundo quente que quero descobrir, com a beleza nua e pura, sagrada talvez, que ouso sequer imaginar
Vejo-te sim, tão perto de mim, mas ao mesmo tempo, mais distante do que desejava
Queria apenas ter-te nos meus braços, pele sedenta de beijos em união, abraços de um carinho novo em mim
Pois o teu feitiço é demasiado forte para resistir, atrai-me como se tivesses total comando sobre as minhas emoções
 
E não há forma de fugir, nem sequer recorrendo à lógica, pois tu consegues destruir as minhas capacidades, as minhas protecções
Já que eu só me desejo entregar a ti, de qualquer forma, satisfazer-te de todas as formas, ser para ti aquilo que já começaste a ser para mim
Pois fizeste este coração de ferro perder a sua frieza, como se fosses chama que lambe meu corpo gelado
Levando à loucura imediata, aquele transcendentalismo oriundo do amor e do ódio simultâneos, o desejo e o medo
Nem a esperança tão vaga, que foge de mim, consegue escapar ao teu fetiço de atracção fatal
 
Surges-me em sonhos como altiva sacerdotisa dos mistérios da vida, que se acerca da magia com suaves nuances de alma...
Ou uma pura Ninfa dos regatos das experiências degeneradas, dá-me força para para nadar em frente para a segurança das margens
Ou a guerreira de lança em punho, ideiais à sua frente, a força prestes a penetrar o meu corpo com um baque surdo
A simples mulher que da afectuosidade criou a sua força, substituída pela frieza que tão bem conheço apenas para decair, incarnar numa
Necromancista dos poderes negros, que me enfeitiçou, sofrendo tu mesma do mesmo mal, sendo eu, sem saber, o teu próprio feitiço de sangue
 
Feiticeira da Luz, acendeste aquela vida do granito vivo do meu coração, afogaste-me na tua candura, mostraste-me um mundo que queria há tanto
Deste-me a felicidade que eu tanto desejava, há longos anos, ansiava pelos teus beijos, pelo teu amor, pelo simples facto de teres uma palavra carinhosa
Salvaste-me da solidão que me atormentava, as dores de espírito, aquele desejo que toda a humanidade descambasse a meus pés e eu caminhasse sobre esta
Pisando as marcas das imperfeições que em mim se reflectiam, enquanto eu as vendava atrás da negação, aquela negação
De que de facto me havias enfeitiçado, que eu sucumbia ao encanto do amor, uma vez, no primeiro olhar...
 
Sou a luz que brilha em ti, e tu a estrela do meu pensamento, aquela que me guia num feitiço enublado, entre os montes da Lua...
Feiticeira dos meus sonhos mais profundos...

 

BY: Mariko Kanyo Yoshida

publicado por Mariko Kanyo Yoshida às 22:20

Domingo, 03 de Janeiro de 2010

Peço desculpa pelo atraso... 2010 já começou há algum tempo... mas devido a problemas de internet não pude deixar aqui a mensagem de feliz ano novo.

 

No fundo... aproxima-se outro ano. Com mudanças profundas. Isto é a conversa usual que se repete, com um ritual, à entrada de um novo ano. Mas agora temos algo mais a demarcar. Pelo menos a equipa Otherworld tem.

 

Começámos uma nova década. Século XXI, década II. Passaram dez anos desde que se provou que o mundo não ia acabar na viragem do milénio, faltam dois anos para provar que 2012 é apenas um mito.

 

Após sobreviver a uma pseudo-crise (aconselho as pessoas a reverem  aquilo que se passou na pós-república e no pós-25 Abril, se acham que estamos em crise), a economia mundial parece voltar a ganhar alguma vida. Após anos e anos de inflacção, teria de haver a "maldita" deflacção para devolver às pessoas um período de descanso. A não ser que a população mundial se duplicasse todos os anos, os lucros de todas as empresas não podiam aumentar de 120% para 150% nos próximos anos.

 

Mas já me desviei do objectivo deste post. Falava eu em mudança. Se a crise começa a sarar, também as pessoas começam a recuperar estilo de vida. Emprego, capacidade para ter esperança, possibilidades para seguir um futuro académico melhor (medicina tem média de 17,3!!)... como digo, esperam-nos mudanças sérias.

Tenho de admitir... a minha "geração" vai entrar este ano na faculdade! É uma mudança radical, abrem-se horizontes, começam-se vidas novas... começamos a ser minimamente produtivos em relação ao mundo que nos rodeia, podemos ter mais esperanças (ou perdê-las, atenção) de fazer algo que realmente mude as coisas...

 

Numa vista mais abrangente, cenários individuais à parte, as coisas estão a mudar. "Uma nova ordem avizinha-se", talvez seja uma frase correcta. Como sei? Ah, pois... não sei. Sinto. É o que os ingleses chamam de "rock bottom"... depois de atingir o fundo, só podemos voltar para cima. E a sensação de que muita coisa já atingiu o fundo, é bastante presente.

 

Quanto a mim... cada vez mais creio no chamado "Quinto Império". Leiam Fernando Pessoa se querem saber do que falo. Portugal já foi, no passado a super-potência mundial mais cobiçada. Hegemonia Lusitana, no fundo. Mais que a Inglaterra ou a Alemanha, ou a Espanha... (mais do que os coitados Americanos, que eram apenas Índios entre guerras tribais). Afundámo-nos na nossa cobiça, no nosso desejo de não mudar, de termos para sempre tudo e manter essa glória da Alma Mater.

Isto foi o que se chama a "morte do artista". E Portugal é aquilo que é hoje. Talvez devido a políticos corruptos (existe outro género?) ou à simples imperfeição da democracia, num país ainda tão inculto e parcamente evoluído. Mas eu acredito que vá melhorar. Não sei se contribuirei para isso, os meus planos situam-se longe da Lusitânia (a região, não o restaurante)... mas um país é um país, e está dentro de nós. O chamamento da nação. E eu tenho orgulho (às vezes, vá) de ser portuguesa.

Tudo melhora. Piorar... não vejo muito bem como (até vejo, mas não quero passar mensagens negativas agora).

 

Portanto... um FELIZ 2010... resta acreditar na mudança. Ela ocorre sempre. Nem que seja dentro dos nossos corações. E vivam o dia. Carpe Diem. Porque o dia seguinte pode não vir. A vida segue sempre em contramão ao desejo de viver.

 

BY: Mariko Kanyo Yoshida

sinto-me: Ligeiramente patriota
publicado por Mariko Kanyo Yoshida às 16:43

Sexta-feira, 04 de Dezembro de 2009

Participei recentemente no Concurso "Escrita em Dia", uma iniciativa promovida pela Coca-Cola e apadrinhada pelo escritor José Luís Peixoto. Adorei este meu texto. Segundo muitas opiniões, tinha imensas hipóteses de ganhar. Eu queria ganhar; precisava de ganhar. Era a chance que esperava há tanto tempo; mas eu sou parva, o que se há-de fazer... e não enviei uma autorização requerida, com a assinatura dos pais... Malditos dezassete anos! Seja como for, agora que não recebi qualquer prémio, posso colocar o trabalho aqui.

 

   A História, vil tentativa de reproduzir os feitos excelentes ou totalmente falhados do Homem, mostra-nos faces que nem sempre esperamos ver desta espécie de mamífero superior. Do ridiculamente absurdo, burlesco mesmo, às quimeras de criança que se acercam de adultos ingénuos… ao brutalmente desprezível e àquilo que é tão real que quase nos custa a crer por ser um paradoxo puro, nada mais que factos antinómicos desta natureza.

   Das sombras da miséria repentina, que se abate sobre os vizinhos mais próximos que, apanhados em circunstâncias de Buchenwald, são levados enquanto perduramos… ou aquelas hecatombes mundiais, sem região nem religião, como a nuvem ardente que Chernobyl originou, e que varrem de tempos a tempos estas decrépitas terras como as pestes do Egipto, como breves Apocalipses que nos desafiam a coragem e o temor ao sobrenatural. Regredindo com elas à situação mais primitiva, o receio pelo castigo dos Deuses, aquela fúria divina que se possa abater sobre a raça dominante, que se esquarteja em belicismos desnecessários por qualquer dama sedutora ou por um metal dourado ou por um líquido negro, a Petra Oleum, que tantas massas move… e avançamos – Evoluímos, pronunciam os estudiosos – perigosamente perto do abismo do terrível Fatum, como indivíduos puramente anónimos, cada qual com a Espada de Damócles a baloiçar por cima da sua cabeça, sem estar realmente consciente desse facto.

    Mas a cada negrume corresponde a sua luz, talvez artificial e de tungsténio, e são alguns – raros e de pouco valor, talvez – os momentos de glória humana. Quando a poeira assenta, o sangue se infiltra no solo e os mortos não foram ainda contados… e os generais proclamam a precária vitória sobre o inimigo. Quando os cientistas se voltam de um lado para o outro, entre abraços e parabéns, ao ver o gigante cogumelo de solo e partículas radioactivas se erguerem a metros perigosos do chão e antes de a sua invenção ser a chacina de milhões de iguais…

    Sem o sarcasmo, sim, existem momentos de glória realmente humana. Felizmente, mais humana do que glória. Esta última todos parecemos alcançar, enquanto a humanidade foi indubitavelmente abandonada à beira deste trilho de tortuosas vivências. Dá-se a misericórdia a quem necessita, estende-se a mão carinhosa, o arroz para ludibriar os demónios da fome, os livros para alimentar a mente… e não somos honestos. Seria de julgar que houvéssemos aprendido a ajudar de alma sã, com a verdade no espírito… mas enquanto se perseguem tão nobres ideais, somos a morte de Gaia, a terra destruída… nada mais que uma antropomorfização da verdade cruel…

 

   E enquanto se escreve a vã História, não se reflecte nos actos passados e terrivelmente errados, sendo condenados aos poucos, por nós mesmos e pela nossa patética teimosia animal… sendo racionais, seria de julgar existente a coerência e arrependimento, a real chama do ensejo de mudar.

 

   Onde se perdeu a Humanidade?

 

BY: Mariko Kanyo Yoshida

 

publicado por Mariko Kanyo Yoshida às 22:11

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